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SUS deve distribuir medicamentos e materiais necessários ao controle

Percebemos que muitos portadores de diabetes e seus parentes, que seguem as notícias da campanha “Diabetes: Mude Seus Valores” no site e no Facebook possuem dúvidas sobre o atendimento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).

De início, adiantamos que sim, o diabetes conta com cobertura do SUS no que diz respeito sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à aplicação de insulina e monitoração da glicemia capilar. Este atendimento é garantido pela Lei nº 11.347, de 27 de setembro de 2006.

Ou seja, remédios, insulina, agulhas, glicosímetro, fitas reagentes e lancetas têm distribuição gratuita prevista pelo Ministério da Saúde.

Para ser atendido, o portador de diabetes deve se inscrever em algum programa de educação voltada para o diabético. Na prática, a pessoa precisa ir ao posto de saúde mais próximo de sua residência e se cadastrar como paciente de diabetes do SUS ou do Sistema de Informação em Hipertensão e Diabetes (Hiperdia).

Ainda no posto de saúde, o portador de diabetes deve pedir os medicamentos necessários para o tratamento, sem se esquecer de apresentar a receita assinada pelo médico responsável pelo tratamento.

Direitos

Vale lembrar ainda que o portador de diabetes tem o direito de participar normalmente de concursos públicos. E, se for aprovado, sua contratação só pode deixar de ser efetivada se restrições ao diabetes constarem do edital de convocação do concurso.

O mesmo vale para empregos fora da esfera pública. A não contratação ou a demissão de um diabético só são justificados se o emprego envolver riscos ao diabético ou a terceiros.

Se o diabético sentir discriminação no ambiente de trabalho, deve consultar um advogado.

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Contagem de Carboidratos possibilita uma alimentação mais rica aos diabéticos

Matemática e alimentação combinam? Sim, e são muito bem-vindas nas refeições dos diabéticos! Graças a um método conhecido como Contagem de Carboidratos, os portadores de diabetes mellitus ganharam ainda mais opções para a manutenção de uma dieta saudável, equilibrada e saborosa.

Como o próprio nome indica, a Contagem de Carboidratos é uma estratégia nutricional na qual são contabilizados os gramas de carboidratos consumidos nas refeições e lanches. O objetivo, claro, é manter a glicemia dentro dos limites.

E por que a contagem diz respeito apenas aos carboidratos? É que este nutriente tende a ter o maior efeito na taxa glicêmica. Por falar nisso, antes de prosseguirmos é bom conhecermos melhor os carboidratos.

A maior parte dos carboidratos que ingerimos vem de quatro grupos de alimentos: grupo do pão (arroz, batata, mandioca, milho, massas, biscoitos doces/salgados e cereais); grupo das frutas (todas elas); grupo do leite (e seus derivados) e grupo dos vegetais.

Em geral, o diabético tende sempre a fugir de muitos dos alimentos citados acima, já que vários deles são sinônimos de açúcares. Porém, quando você aplica a Contagem de Carboidratos, passa a contar com uma maior variedade de alimentos e a controlar sua glicemia com mais precisão.

A contagem pode ser utilizada por qualquer pessoa com diabetes, e é muito útil e até indispensável para os que aplicam múltiplas doses de insulina. Afinal, as dosagens podem ser ajustadas baseadas no que cada pessoa consome durante a refeição.

Condições

Antes de aplicar a Contagem de Carboidratos na sua dieta, é preciso atenção para algumas condições indispensáveis: ter o acompanhamento de um endocrinologista e de um nutricionista com experiência no diabetes e na contagem; anotar com disciplina todos os alimentos consumidos e suas porções para verificar a quantidade de carboidrato que está sendo ingerida; passar a medir a glicemia mais vezes e em diferentes horários para saber a resposta individual dos alimentos; ter motivação para adotar e se acostumar com o método.

Só com essas medidas será possível balancear corretamente sua alimentação com a manutenção de uma taxa glicêmica correta.

Ah, e não se esqueça: a Contagem de Carboidratos não é um remédio que vai permitir que você passe a comer massas e doces sem consequências! É preciso manter uma dieta rica em nutrientes, sem deixar nenhuma família de alimentos fora do prato.

Ficou curioso para saber como funciona a contagem? Veja um exemplo:

2 fatias de pão de forma: 24g de carboidrato
1 colher de chá de margarina light: 0 carboidrato
1 copo de iogurte light: 15g de carboidrato
1 banana pequena: 15g de carboidrato
Total: 54g de carboidrato

Em geral, para cada 15g de carboidrato, recomenda-se 1 UI (unidade de insulina). Mas essa proporção não é a mesma para todos, pois algumas pessoas necessitam de doses maiores do hormônio.

A quantidade de carboidratos que pode ser consumida diariamente também varia de pessoa para pessoa, bem como a sua distribuição ao longo do dia. O nutricionista que o acompanha definirá a quantidade de carboidratos das refeições e lanches com base em informações como: idade, peso/altura, quando e quanto realiza atividade física; medicamentos para tratar o diabetes e metas de peso, entre outros.

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Glicosímetro é aliado do diabético, mas exige cuidados para manter a precisão

Grande aliado dos portadores de diabetes mellitus, em especial os insulino-dependentes, o glicosímetro propicia uma medição segura da taxa de glicemia ao longo do dia. Com o advento e a modernização frequente de tal aparelho, houve melhora significativa na qualidade de vida do indivíduo com diabetes.

Por meio das taxas medidas pelo glicosímetro, o paciente diabético pode acertar com segurança a dosagem de insulina a ser utilizada no dia-a-dia. Desde momentos de jejum quanto antes e depois das refeições ou na prática de atividades físicas.

Porém, é necessário atenção com algumas dicas e cuidados para que o glicosímetro não passe de aliado a vilão. A confiabilidade do fabricante, o uso correto do aparelho e de seus acessórios são imprescindíveis para evitar medidas incorretas da taxa de glicose.

Também conhecidos como “sistemas portáveis de monitorização da glicose”, os glicosímetros leem a concentração de glicose em uma amostra de sangue obtida por meio da punção dos dedos das mãos. Tal amostra é conhecida como “sangue capilar”.

O pequeno furo no dedo é feito por uma lanceta, e o sangue recolhido é depositado em uma fita reagente. Tal fita é inserida no glicosímetro, que consegue ler a taxa de glicose com bastante precisão. São toleradas pequenas variações na precisão, mas que devem respeitar especificações internacionais.

É preciso muita atenção com a qualidade das fitas reagentes. Confiabilidade do fabricante, prazo de validade e armazenamento correto são cuidados indispensáveis. A não observância de um destes fatores pode comprometer a leitura do glicosímetro e levar a medidas erradas por parte do diabético.

O paciente também deve observar cuidados importantes, como lavar bem as mãos antes de fazer a medição. Afinal, restos de alimentos ou corantes podem se misturar à fita reagente e alterar o resultado.

O uso de alguns medicamentos também pode alterar a análise do glicosímetro, por isso é interessante informar o médico quando fizer uso de outras medicações.

Infelizmente, há relatos recentes de glicosímetros cujos resultados são pouco confiáveis e ainda assim foram distribuídos à população pelo poder público. É muito importante conversar com seu médico a respeito das marcas mais confiáveis e, caso seja do seu interesse, procurar por elas nos postos de saúde.